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Dia Nacional de Luta Contra a Exploração Sexual Infanto-juvenil cresce e apresenta agenda para o próximo dia 18

Evento congregará Governo e Entidades Internacionais

Em homenagem à menina Araceli, que há mais de 30 anos foi violentada e morta em Vitória, Espírito Santo, Brasil, amanhã, dia 18 de maio é o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual Infanto-juvenil.

Apesar da triste referência, o Governo e as entidades dedicadas à proteção da infância e da adolescência no país fazem questão de reavivar a memória nacional e, neste dia, lembrar a criança de oito anos que, em 1973, saiu mais cedo da escola e teve um destino trágico, sem que seus algozes jamais fossem punidos. 

O Instituto WCF-Brasil, (www.wcf.org.br) braço brasileiro da World Childhood Foundation, que desde 1999 vem atuando no combate ao abuso e à exploração sexual contra a criança e o adolescente, estará presente nos eventos programados para São Paulo (panfletagem nas escadarias do Teatro Municipal) e Santarém, no Pará, onde palestras, filmes e workshops procurarão atualizar e desmitificar o tema, levando informações e pesquisas recentemente realizadas sobre o assunto até a opinião pública e à grande mídia nacional.   Com participação em 60 projetos – promovidos em 16 Estados da Federação - e atuação direta em 10 programas estratégicos de impacto regional ou nacional, o WCF-Brasil já beneficiou, ao longo de sua história, mais de 700 mil crianças, adolescentes, jovens, familiares e profissionais de atendimento. Recentemente, o Instituto lançou o Programa Na Mão Certa (www.namaocerta.org.br)a partir de pesquisa feita com caminhoneiros de todo o país, em que propõe um pacto empresarial e um conjunto de ações integradas envolvendo os três setores da sociedade para uma ação abrangente contra a exploração sexual de crianças e adolescentes nas rodovias brasileiras. Um panorama dos progressos do "Na Mão Certa", hoje com mais de 100 adesões entre grandes e pequenas  empresas de alguma forma relacionadas ao setor de transportes, será também apresentado no evento de Santarém.

Além de participar da organização geral da agenda dos dias 17 e 18 em Santarém, o WCF-Brasil, através do Programa Na Mão Certa, é responsável pela organização de um painel com trabalhadores de transporte que acontecerá na manhã do 17.

Dados gerais sobre a violência contra a criança e o adolescente:

No Brasil não há um sistema unificado de levantamento e registro de casos de violência sexual contra crianças e adolescentes. E o número do disque-denúncia (DISQUE 100) ainda é pouco conhecido;

27 milhões de crianças e adolescentes brasileiros vivem em famílias abaixo da linha de pobreza (Unicef 2004);     

A incidência de exploração sexual contra crianças e adolescentes foi diagnosticada em 932 cidades do país, num levantamento da Secretaria Especial de Direitos Humanos realizado em 2005. Isso significa aproximadamente 17% dos municípios brasileiros, no mínimo;

Há 1.222 pontos de exploração sexual de crianças e adolescentes nas brasileiras (Polícia Rodoviária Federal 2006, a ser atualizado no evento de Santarém);

Em 2002, uma pesquisa diagnosticou a existência de 241 rotas de tráfico de crianças, adolescentes e mulheres com fins de exploração sexual no Brasil, sendo que 131 delas são rotas internacionais, 78 interestaduais e 32 intermunicipais.

O Disque-Denúncia específico para casos de abuso e exploração sexual (Disque 100) recebeu mais de 1.000 denúncias por mês em 2006, sendo:

15% de abuso sexual
12% de exploração sexual
73% outros tipos de violência

Levantamento do CNRVV – Centro de Referência às Vítimas de Violência - abrangendo o período de 1995 a 2003, aponta a família como violentadora em 62%. O pai biológico é o agressor em 52% dos casos.

Estudos apontam que as vítimas tendem a reproduzir a violência sofrida na infância. Este fato ressalta ainda mais a importância de se romper este ciclo. 

Violência Sexual
É preciso esclarecer que existem várias formas de violência sexual e que elas ocorrem em todas as classes sociais, com crianças das mais variadas idades, inclusive bebês.

São elas:

Abuso Sexual
Entre as diversas formas estão as carícias, o exibicionismo (quando o adulto mostra seus órgãos sexuais ou se masturba na frente das crianças ou adolescentes), o voyerismo (quando o adulto fica olhando os órgãos sexuais das crianças e adolescentes) e as relações sexuais.

Em geral, o abuso ocorre na casa da vítima ou de alguém muito próximo a ela. Por incrível que pareça, o agressor pode ser o próprio pai ou a mãe. Pode ser ainda o padrasto, a madrasta, os avós, tios, tias, irmãos, vizinhos ou qualquer outra pessoa conhecida da criança ou do adolescente .

Exploração Sexual
Envolve pagamento ou troca de favores e em muitos casos está relacionada com redes criminosas, que chegam a escravizar as vítimas.

A exploração sexual de crianças e adolescentes no turismo não ocorre somente em cidades turísticas, mas também em metrópoles como São Paulo. Já a pornografia infantil se popularizou na Internet, enquanto o tráfico de crianças e adolescentes para fins de exploração sexual vem crescendo .

Denuncie
Se você tiver conhecimento de algum caso, denuncie às autoridades competentes, por meio do telefone DISQUE 100. Sua identidade será protegida. A ligação é gratuita! Diariamente das 08:00 às 22:00 horas

 

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