Programa Na Mão Certa

Desafio é ampliar a participação

O maior desafio estratégico para o ciclo 2011-2015 é a qualificação das empresas para uma participação mais efetiva no enfrentamento. Esta foi a principal mensagem dirigida às empresas na abertura do 5º Encontro Empresarial do Programa Na Mão Certa.

Mil – A diretora executiva da Childhood Brasil, Ana Maria Drummond, fez um histórico do movimento, que desenvolve 500 projetos em 16 países. Comentando o fato de já contar com mil empresas signatárias no Brasil, marca atingida no final de setembro, a diretora explicou que o movimento pretende ser um catalisador de iniciativas, que una todos os setores da sociedade e influencie a elaboração de políticas públicas. “Números não dizem muito, mas essa marca é muito importante para nós”, disse. “Afinal, não existe esforço isolado, que não dá conta”.

Na presença da princesa Madeleine da Suécia e de Charlotte Brandin, diretora executiva da Childhood EUA, Ana também ressaltou o foco de atuação na educação de caminhoneiros como agentes de proteção, os avanços já obtidos na esfera legal, como a implantação da escuta especial para crianças e adolescentes, e os atuais desafios, como a mobilização das empresas e a consolidação da proteção em rede.


Coordenação – Por isso, o foco do novo planejamento estratégico é o estímulo à atuação empresarial. “Nem todas as signatárias desenvolvem ou relatam as ações”, disse Rosana Junqueira, coordenadora de programas da Childhood Brasil. “Nosso objetivo agora é qualificar as empresas para que elas façam com que os motoristas se tornem de fato agentes de proteção”.

Segundo ela, as empresas precisam participar mais. “Em um universo de quase dois milhões de motoristas, 20% já conhecem o programa, mas queremos que todos saibam”, disse. “E a melhor maneira de fazer isso é trazer a causa para perto”.

Rosana também apresentou os resultados da atualização cadastral realizada em julho. Do total de 960 signatárias, 65% realizaram a atualização e 25% ainda têm dados a atualizar. “Este passo é muito importante, pois nos permite maior proximidade com as empresas e facilita o fluxo de informações”, frisou Rosana. “Além disso, precisamos saber o tamanho do movimento e acompanhar os compromissos do Pacto”.

Como observou a coordenadora, em 2011 também houve um considerável aumento da demanda por formação de pontos focais e multiplicadores, o que levou a Childhood Brasil a ampliar sua equipe de instrutores e a desenvolver novas ferramentas que atendam às necessidades das empresas. “O feedback é por informação e ferramentas, que tragam um conhecimento maior para falar internamente com mais segurança e propriedade”, explicou. “Nesse sentido, a partir de 2012 adotaremos o relatório de monitoramento obrigatório para viabilizar maior proximidade das empresas com o programa”.

Apoio – As empresas apoiadoras do evento também reforçaram a necessidade de maior mobilização. “É preciso estabelecer uma política de atuação, que acompanhe o desenvolvimento e a seriedade do Programa”, disse Renata Brito, analista de desenvolvimento socioambiental da LAMSA. “Cabe a nós, apoiadores, patrocinadores e empresas, fazer que a assinatura passe a ser uma participação ativa e traga resultados concretos”, opinou José Ramon Dib, diretor de operações da Arcor do Brasil.

  

Confira o PDF da apresentação neste link.

 

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