Programa Na Mão Certa

Ideias que viraram ações

Não foi por acaso que a Cesa Logística conquistou em 2010 o 2º lugar do prêmio Transporte Responsável na categoria Transporte Rodoviário de Cargas em Geral. A premiação – realizada pela revista Transporte Mundial em parceria com a Scania e a Fundação Adolpho Bósio de Educação no Transporte (Fabet) – levou em consideração o envolvimento e empenho das transportadoras nas questões de responsabilidade social. “Temos certeza de que as ações que desenvolvemos dentro do Programa Na Mão Certa colaboraram para que a Cesa conquistasse esse reconhecimento”, disse Vanusa Maciel na abertura de sua apresentação.

De fato, várias são as iniciativas da Cesa Logística tendo o Programa Na Mão Certa como pano de fundo. Além da identificação e sensibilização de multiplicadores dentro da empresa, houve capacitação de profissionais no Projeto de Educação Continuada. A companhia também introduziu o tema no treinamento de integração e criou a Semana Na Mão Certa, que, entre outras atividades, contempla a distribuição de guias. Uma das iniciativas que merece destaque foi a maciça divulgação do programa por meio da intranet, do site e da revista da empresa, além da colagem de adesivos em garrafas plásticas de água e até mesmo em caminhões. “Acreditamos que simples ações fazem a diferença. E essas que fizemos não demandam grandes investimentos.”

Foi também com esse pensamento que a Rota 116 foi, aos poucos, ampliando sua atuação dentro do Programa Na Mão Certa. Há nove anos operando um trecho de 140,4 quilômetros de rodovia na região Centro-Norte/Serrana do Rio de Janeiro, a Rota 116 iniciou seu trabalho de conscientização dos colaboradores tão logo assinou o Pacto Empresarial. A exemplo de outras signatárias, a companhia incluiu uma cláusula sobre a causa em todos os contratos com terceiros e começou a divulgar o Programa para seus usuários e caminhoneiros por meio de boletins periódicos, pelo site e nas quatros praças de pedágio. Em 2010, a Rota 116 resolveu despertar a atenção dos empresários e das autoridades da região para o tema promovendo um encontro para explicar as diretrizes do Programa Na Mão Certa, debater formas de aderir ao Pacto Empresarial e apresentar conceitos sobre violência sexual contra crianças e adolescentes. “Dos 124 convidados, apenas 39 compareceram, mas ainda que a adesão não tenha sido muito grande já é um bom começo”, avaliou Gecilda Duarte, que considera importante insistir com a divulgação.

Essa também tem sido a principal estratégia do Grupo Gerdau. As campanhas para erradicação do problema envolvem diversos materiais, desde camisetas, bonés e adesivos até lameirões de caminhões e outdoors. Com o objetivo de envolver os caminhoneiros e transportadores e capacitá-los para que atuem como agente de proteção, o tema também foi inserido na já tradicional Semana do Caminhoneiro, que é realizada todos os anos. Uma iniciativa diferenciada, apresentada por Danilo Moraes, da Gerdau Aços Longos, é a inclusão do selo do Programa Na Mão Certa nas notas fiscais emitidas pela companhia. Moraes também destacou o cuidado que a Gerdau tem no tratamento dos motoristas. “O caminhoneiro é agente de mudança, e nunca “vilão”. Entre as próximas ações previstas destaca-se a expansão do Programa para as unidades Gerdau no exterior.

Mas não são apenas empresas de grande porte como a Gerdau que têm se empenhado na divulgação do Programa Na Mão Certa. Fabio Kupper, da Rodopiro, empresa que atua no transporte de cargas pesadas e especiais e possui apenas 46 funcionários, também tem feito a sua parte de forma exemplar. “Exploramos todos os canais de comunicação que possuímos, inclusive inserindo a logomarca do programa em mídias promocionais, anúncios de revista e brindes.” Também já estão planejadas a divulgação do Ligue 100 e a adesivação de toda a frota da Rodopiro. “Nossa meta é conscientizar empresas e pessoas de que, juntos, podemos enfrentar a exploração sexual de crianças e adolescentes”, concluiu.

 

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