Programa Na Mão Certa

Pesquisa “O perfil do caminhoneiro no Brasil”

Para atualizar os dados sobre o comportamento e a rotina profissional dos caminhoneiros, a Childhood Brasil lançará em maio a versão 2010 da pesquisa O Perfil do Caminhoneiro no Brasil, que incluirá uma análise comparativa em relação à pesquisa realizada em 2005.

Entre os meses de junho e setembro de 2010, exatos 343 caminhoneiros foram selecionados de forma aleatória para entrevistas individuais em oito cidades brasileiras: Porto Alegre e Alegrete (RS), Itajaí (SC), Cubatão e Santos (SP), Belém (PA), Natal (RN) e Aracaju (SE).

Dentre outros resultados, a pesquisa mostra que o nível de escolaridade dos motoristas aumentou em relação a 2005, principalmente em relação ao número dos caminhoneiros com ensino médio completo. Em tese, tal dado evidencia que a formação dos profissionais está mais sólida e que eles têm maior consciência dos seus deveres e direitos.

Em relação à vida sexual nas estradas, 44,8% destes profissionais afirmaram preferir manter relações com as próprias esposas ou parceiras, enquanto 43% dos entrevistados admitem procurar prostitutas. No mesmo quesito, houve um sensível aumento no número de adultos que negam qualquer envolvimento sexual com crianças e adolescentes (82,1%), índice 19% maior do que o obtido em 2005.

A pesquisa mostrou também que os caminhoneiros estão mais conscientes em relação à exploração sexual de crianças e adolescentes: em 2010, 37% deles disseram saber que essa prática é errada e, por isso, são contra, enquanto que, em 2005, apenas 20,8% responderam dessa forma.

Não houve diferença significativa no envolvimento pessoal com a exploração sexual de crianças e adolescentes (ESCA) entre a amostra aleatória e o grupo de controle (motoristas vinculados a empresas signatárias do Programa Na Mão Certa), mas os últimos tendem nitidamente a relatar mais casos de colegas envolvidos com a ESCA.

Tal fato pode significar que a compreensão crescente sobre o problema – estimulado por campanhas de conscientização e mobilização – de fato faz com que os motoristas se disponham a detectar e relatar com maior frequência os atos criminosos praticados pelos colegas contra crianças e adolescentes.

Mais detalhes serão divulgados em maio com a publicação da pesquisa na íntegra, com contou com o apoio das empresas Arcor do Brasil, Fibria e MAN Latin America.

 

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