Programa Na Mão Certa

Ministra fala sobre o Programa Na Mão Certa

Tão logo assumiu o cargo, Maria do Rosário deu uma guinada nas prioridades da Secretaria dos Direitos Humanos. Conforme antecipamos no boletim anterior, a nova ministra dará prioridade à proteção da infância e da adolescência, com especial atenção para as ações de enfrentamento da exploração sexual de crianças e adolescentes.

Nessa entrevista exclusiva ao boletim do Programa Na Mão Certa, a ministra fala sobre seus planos à frente da secretaria.

- Ministra, a Sra. declarou que vai priorizar o tema dos Direitos da Criança e do Adolescente. O que a levou a tomar essa decisão?

A Constituição brasileira determina prioridade absoluta do Estado com as crianças e adolescentes. Soma-se a isso a recomendação que recebi da presidenta Dilma Rousseff ao me convidar para integrar seu ministério, frisando a importância de tratarmos do tema. Além disso, ao longo de toda minha vida, tenho atuado na defesa da infância, para garantir respeito aos direitos e enfrentamento às violações sofridas por meninas e meninos no Brasil. Eu considero, portanto, que há uma união de fatores que fazem a marca desse nosso trabalho ser o foco para as crianças e adolescentes.

- Como a Sra. vê o problema da exploração sexual de crianças e adolescentes, em particular aquela que acontece nas estradas?

A exploração sexual de crianças e adolescentes é um dos mais degradantes crimes existentes, que deixa marcas físicas e psicológicas por toda uma vida. Hoje, infelizmente, ela está presente nos mais diversos ambientes. As estradas brasileiras constituem um foco de exploração, por serem localidades que deixam as crianças ainda mais vulneráveis, afastadas da visão da maioria da sociedade. Segundo levantamento da Polícia Rodoviária Federal, há 1820 pontos de risco para a exploração sexual de crianças e adolescentes nas rodovias brasileiras. É um dado alarmante.

- Desde 2006, mais de 900 empresas estão unidas no Pacto Empresarial Contra a Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes nas Rodovias Brasileiras. Como a Sra vê a união de esforços entre governos, empresas e a sociedade civil organizada no enfrentamento do problema?

Somente através da união de esforços que conseguiremos enfrentar esse problema. O governo tem feito a sua parte, com a elaboração de políticas e garantia de orçamento para esse trabalho. No entanto, precisamos dessa parceria fundamental de entidades, organizações da sociedade civil como a Childhood Brasil e de todos aqueles que não se conformam com essa realidade. É formando e fortalecendo essa rede protetora que conseguiremos enfrentar a exploração sexual de crianças e adolescentes.

- A Sra atuou como relatora da comissão parlamentar de inquérito que investigou as redes de exploração sexual de crianças e adolescentes no país. O que representou essa comissão para o enfrentamento do problema?

Essa comissão parlamentar foi fundamental para desvelar o tema, trazendo a pauta para o centro das discussões políticas no Brasil. Estivemos em todo o país, realizamos audiências e oitivas, recebemos denúncias, analisamos as políticas públicas e as leis. Enfim, durante um ano de trabalho, fizemos um minucioso levantamento. Obtivemos avanços que precisam ser destacados. Em primeiro lugar, a visibilidade que o tema ganhou em todo o país. Também avançamos na conquista de políticas públicas de enfrentamento. Mas o mais importante foi a mudança legislativa produzida pela comissão. Aprovamos leis mais rígidas e severas, que enfrentam as distorções e a impunidade.

 

  Leia também  

O Plano Estratégico e a qualificação das empresas
Apoio Institucional: Arcor
Apoio Institucional: MAN Latin America
Ação Empresarial: Camargo Corrêa Cimentos
Ação empresarial: Rimatur
De olho no assunto - resumo das principais notícias

 

Voltar