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Saúde do caminhoneiro

A vida do caminhoneiro e as condições de saúde e segurança oferecidas durante a jornada de trabalho são tema de uma pesquisa lançada pela Fundacentro em 2009. O consumo de estimulantes, a longa jornada de trabalho e o relativo desconhecimento dos riscos à saúde a que estão expostos foram itens reveladores, que ajudaram a traçar o perfil desses profissionais. Vínculos empregatícios, jornada de trabalho, pagamentos, saúde e segurança também são itens abordados no estudo.

Com o título Fatores determinantes da atividade dos motoristas de caminhão e repercussões à saúde: um olhar a partir da análise coletiva do trabalho, a pesquisa da Fundacentro busca conhecer a realidade dos trabalhadores e, a partir dos cenários identificados, propor mudanças nas condições de trabalho oferecidas.

Segundo o estudo, embora não haja o cruzamento de dados no Brasil entre mortes no trânsito e acidentes de trabalho, é notável que as condições precárias em que trabalham aos motoristas estão entre os responsáveis por grande parte dos acidentes nas rodovias brasileiras. Além das más condições das estradas, a jornada de trabalho, os curtos prazos e as longas distâncias percorridas são fatores que ajudam a aumentar o número de vítimas.

“A falta de autonomia é uma das maiores queixas dos motoristas que trabalham no perímetro urbano durante o dia. Já o motorista que trabalha em horários irregulares e faz longas viagens trabalha sob tensão para cumprir os horários de entrega das mercadorias”, destaca o estudo. “O consumo de estimulantes constitui uma prática comum entre os motoristas decorrente das condições de trabalho, em especial a dificuldade de cumprir os horários e as longas jornadas, sendo parcialmente reconhecida por eles como um risco à saúde. Acrescem-se problemas relacionados à falta de segurança, que atingem tanto os que atuam no perímetro urbano como os que trabalham nas estradas”, completa.

Entre as soluções apontadas pelo estudo estão o aumento dos prazos de entrega e coleta de mercadorias, a regulamentação da jornada de trabalho, a fiscalização e o cumprimento das leis trabalhistas, ações de educação e mobilização complementadas pela fiscalização e controle da venda ilegal de medicamentos a motoristas.

Para baixar o estudo completo, clique aqui.

 

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