Programa Na Mão Certa

Almoço empresarial do Programa Na Mão Certa

No último dia 27 de outubro, a Childhood Brasil promoveu o Almoço Empresarial do Programa Na Mão Certa. Realizado em São Paulo, o evento contou com a presença de grandes empresários atuantes no Brasil, organizações da sociedade civil e representantes do Governo. Como convidado de honra, o Ministro da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, Paulo Vannuchi, também compareceu ao almoço.

O principal objetivo do evento foi a aproximação entre os setores e a conscientização das empresas sobre o papel que exercem da articulação pelos direitos humanos e pela proteção da infância. “Em novembro de 2006, quando a Childhood Brasil lançou o Programa Na Mão Certa , estávamos cientes de que tínhamos o imenso desafio de mobilizar e unir esforços de Governos, empresas e organizações sociais na busca por soluções mais eficazes de enfrentamento da exploração sexual de crianças e adolescentes nas estradas”, reforçou a Presidente do Conselho da Childhood Brasil, Rosana Camargo de Arruda Botelho, durante a abertura do evento.

“Julgar que defender as crianças é defender o futuro do Brasil é um pensamento utilitarista que a consciência dos Direitos Humanos recusa e troca pela idéia de que defender as crianças é defender o Brasil do presente. Porque um país e uma sociedade se medem, em primeiro lugar, pela forma com que são capazes de defender suas crianças”, afirmou o Secretário Especial dos Direitos Humanos, Paulo Vannuchi. “O foco do Programa Na Mão Certa é muito importante e muito oportuno porque tem a idéia de criar na sociedade uma sensibilidade, uma espécie de recusa espontânea contra a exploração sexual de crianças e adolescentes. E vai criar”, completou.

“Para podermos enfrentar esse problema de frente é necessário o engajamento pessoal, empresarial e governamental”, disse a diretora do Instituto Gerdau, Beatriz Johannpeter. “A Gerdau se tornou signatária do Pacto porque viu uma excelente oportunidade de desenvolver uma ação de Responsabilidade Social vinculada ao negócio. Agregamos valor social a uma ação da empresa, ao nosso negócio”, afirmou. Para Beatriz, a parceria com o Programa Na Mão Certa é uma grande oportunidade de participar de um iniciativa socialmente responsável, com qualidade, conhecimento e possibilidade de fazer mais que o que se faria sozinho. “Também procuramos mobilizar toda a nossa cadeia de valor para a causa, assim como a divulgação entre nosso público interno, que disseminarão o programa para outras pessoas. Quando mais divulgarmos, maior será o passo em direção à conscientização”, concluiu.

Para o diretor-geral da Arcor do Brasil, Sergio Orlando Asís, o Programa tem avançado muito desde o lançamento. “Hoje, ter mais de 400 signatárias do Pacto, com muitas delas fazendo ações grandes e concretas, nos traz uma satisfação pessoal muito grande. Acho que ainda não é o suficiente, mas é perceptível o avanço e a conscientização por parte do empresariado, que tem mostrado vontade de fazer e trabalhar pela causa. Ainda temos muito pela frente, mas com certeza seremos um grande programa nacional”.

“O Programa Na Mão Certa foi feito sob medida para a Pamcary, porque está ligado a todo o segmento da cadeia logística. Quando envolve o profissional da estrada, torna a questão ainda mais importante para a empresa”, declarou o presidente-executivo da Pamcary, Ricardo Miranda. “Já passou o tempo de vermos o apoio a grande projetos como o Na Mão Certa como uma doação. Estamos na fase de percebermos que trabalhar com gente do bem melhora o nosso trabalho”.

Na empresa Duratex, segundo o CEO Raul Penteado a consciência sobre Responsabilidade Social ganhou força na empresa a partir do momento em que os funcionários começaram a se aproximar das comunidades próximas às unidades. “A sustentabilidade, junto com a qualidade e a tecnologia, é hoje um dos pilares fundamentais da empresa. Ele engloba o meio ambiente, o eco-sistema e, principalmente, as pessoas que habitam esse ambiente. E isso é tão importante quanto produzir e gerar riqueza”, declarou. Segundo Penteado, programas como o Na Mão Certa são um espelho da ética e da consciência social que a empresa tem.. “Por isso, entendemos que é fundamental que a alta gestão de cada uma das empresas aqui presentes participem do Programa. Não podemos esperar isso do funcionário, nós temos que dar o exemplo, tem que partir da gente”, reforçou.

“O que mais precisamos é que cada um se esforce em suas empresas para trazer este tema para as reuniões de conselho e de comitês. O sucesso do Pacto Empresarial depende do envolvimento de cada um desses empresários”, finalizou Rosana.

 

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