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ONGs estimam em 500 mil as crianças exploradas sexualmente no País. Meninas são exploradas na rodoviária de Brasília. Gravidez na adolescência tem influência hereditária. Rio de Janeiro faz mapa da exploração sexual. Bahia registrou 1.300 denúncias de exploração sexual este ano. SOS Criança registrou mais de 2 mil denúncias de violência em Campo Grande. 30% das imagens de pedofilia têm presença de mulher. Limitação da jornada de caminhoneiros será julgada em Brasília. Obesidade acompanha motoristas de MT

ONGs estimam em 500 mil as crianças exploradas sexualmente no País
A Polícia Federal estima que 250 mil crianças estejam sendo exploradas sexualmente no Brasil. Organizações não-governamentais afirmam que esse número pode chegar a meio milhão. Meninas e jovens mulheres são enviadas para outros países na América do Sul, Caribe, Europa Ocidental, Ásia e Oriente Médio para serem exploradas sexualmente. Os Estados Unidos não estão fora dessa lista de destinos. O turismo sexual também continua sendo um problema grave no Brasil, especialmente no litoral da região Nordeste, visitada por europeus e norte-americanos em grande quantidade.

Agência Câmara


Meninas são exploradas na rodoviária de Brasília
A Rodoviária do Plano Piloto, localizada na Esplanada dos Ministérios, virou palco da exploração sexual de crianças e adolescentes. São meninos e meninas que trabalham até altas horas da madrugada e dormem, acompanhados das mães e de irmãos, embaixo de uma marquise cercada de lixo, latas de solvente e bebidas. Não têm acesso a lazer, proteção e alimentação adequada. Desde o início do ano, uma parceria foi firmada entre os atores do submundo da rodoviária: o imposto Paga Pista. As adolescentes entregam 50% do programa aos travestis e prostitutas que estão há mais tempo na área. Os estacionamentos dos ministérios serve de motel numa mistura de economia e de segurança para os exploradores, já que é difícil entrar em um estabelecimento privado com os meninos e meninas. Segundo o especialista do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Mário Volpi, são necessários quatro pilares para combater a violação de direitos. O primeiro passa pelo fortalecimento da família, com destaque para a geração de renda. O segundo é o combate à impunidade, com responsabilização do agressor e identificação do aliciador. Em seguida, atuar com as vítimas, resgatando a auto-estima e superando traumas. Por fim, é fundamental trabalhar para fortalecer o sistema jurídico, com melhoria da estrutura dos conselhos tutelares, dos juizados e das varas da infância.

Correio Braziliense


Gravidez na adolescência tem influência hereditária
A gravidez na adolescência, além de estar associada a características socioeconômicas, é fortemente influenciada pelo histórico familiar. É o que aponta estudo, realizado com 664 mulheres entre 12 e 24 anos que deram à luz em Passo Fundo (RS) ao longo de seis meses. De acordo com a pesquisa, quanto mais jovem é a gestante, maior é o número de adolescentes grávidas na família. Nas meninas entre 12 e 15 anos, 92,7% tinham mãe, avó, tia, prima ou irmã com histórico de gestação na adolescência. A professora da Faculdade de Medicina da Universidade de Passo Fundo (UPF) e autora da pesquisa, Wania Cechin, constatou que o comportamento familiar influencia novos casos, agravando-se em situações com família de baixa renda e escolaridade.

Zero Hora


Rio de Janeiro faz mapa da exploração sexual
Levantamento da Secretaria Municipal de Assistência Social do Rio de Janeiro revelou que o centro da cidade é o local com a maior concentração de casos de exploração sexual comercial de crianças e adolescentes. O estudo apontou 11 bairros onde foram detectados casos deste tipo. Entre janeiro e 31 de julho deste ano, 196 meninos e meninas foram atendidos nos cinco Centros de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) existentes na cidade. No mesmo período do ano passado, foram 122 casos, o que representa um aumento de 60,6%. Durante todo o ano de 2007 foram identificados 250 casos. O mapeamento já foi repassado para a Secretaria de Segurança, para o Ministério Público e para a Justiça.

O Globo


Bahia registrou 1.300 denúncias de exploração sexual este ano
Somente em 2008, cerca de 1.300 denúncias de exploração sexual infanto-juvenil foram registradas na Bahia, sendo a maioria em Salvador. Os casos foram comunicados por meio do Disque 100, iniciativa do Governo Federal que recebe denúncias de situações de violência contra crianças e adolescentes. Em todo o Brasil, o serviço atendeu a mais de 22 mil ligações ao longo deste ano. A região Nordeste é a campeã em número de ocorrências. Inspirados nestes dados, o Sindicato Nacional das Distribuidoras (Sindicom), a Federação Nacional do Comércio Varejista de Combustíveis e Lubrificantes (Fecombustíveis) e sindicatos estaduais uniram-se em uma campanha educacional de combate à exploração sexual infantil. Com o tema Não deixe a vida de crianças e adolescentes virar brincadeira na mão de adultos, a campanha irá distribuir cartazes nos postos de combustíveis, principalmente os situados nas rodovias federais e estaduais.

Tribuna da Bahia


SOS Criança registrou mais de 2 mil denúncias de violência em Campo Grande
O SOS Criança de Campo Grande já registrou, em 2008, 2.187 denúncias de violência sexual, física e casos de negligência cometidos contra crianças e adolescentes. Do total, 1.215 foram confirmadas após fiscalização realizada pela Secretaria de Estado de Trabalho e Assistência Social (Setas). Das denúncias que se mostraram precedentes, 65 envolveram casos de violência sexual dentro do núcleo familiar e outras 76 são de violência sexual praticada por terceiros. Já nos casos de violência física, o SOS Criança atendeu 227 casos provocados por parentes próximos às vítimas e 100 ocorrências cometidas em lugares públicos, como escolas e creches. No primeiro semestre de 2007, a entidade havia recebido 1.382 denúncias. A coordenadora de SOS Criança, Marli Tonete, explica que estes dados não significam exclusivamente que a violência aumentou, mas sim que as pessoas estão entendendo qual a função do órgão.

Folha do Povo


30% das imagens de pedofilia têm presença de mulher
Vídeos e fotos de pornografia infantil apreendidos pela Polícia Federal registram cada vez mais a presença de mulheres. Cerca de 30% do material investigado tem presença feminina, participando ou produzindo cenas de abuso sexual. Classificada como transtorno sexual, a pedofilia atinge mais os homens. No entanto, especialistas estimam em quase 10% o número de pedófilas. Por razões que variam do machismo à ausência de sinais claros de abuso, casos femininos são de difícil identificação. A ONG SaferNet, que combate abusos na rede, analisou 500 casos do primeiro semestre deste ano a pedido do Estado. Embora não tenha sido possível quantificar as envolvidas, foram apurados três casos emblemáticos: uma mulher fazendo sexo oral em um menino de 12 anos, um casal abusando de crianças e homens vestidos de mulher que molestam meninos e meninas. "Entre os casos envolvendo mulheres, constatamos que a maioria age com homens. Quando os pais abusam dos filhos, muitas vezes a mulher não é apenas cúmplice, também participa", diz o psicólogo e diretor de Prevenção e Atendimento da ONG, Rodrigo Nejm.

O Estado de São Paulo


Limitação da jornada de caminhoneiros será julgada em Brasília
A ação civil pública que trata da limitação da jornada de trabalho dos caminhoneiros será julgada por uma das varas do trabalho do Distrito Federal (DF). A decisão põe fim à polêmica causada com a decisão do juiz do trabalho Ângelo Cestari que, em 17 de dezembro de 2007, determinou que as empresas de transporte passassem a fazer controle da jornada dos motoristas. Como a decisão abrangia todo o país, a repercussão ganhou dimensões nacionais e só foi suspensa num terceiro mandado de segurança. Nele, a juíza Rosana Caldas, convocada para o TRT/MT, concedeu liminar às empresas, sob o argumento que a vara do trabalho de Rondonópolis não tinha competência para o caso. Ao atender o pedido do MPT, a juíza Adenir Carruesco assentou que o requerimento baseia-se na tendência do TRT mato-grossense, que já julgara uma agravo regimental no sentido de acompanhar a jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho. Este já emitiu a Orientação Jurisprudencial (OJ) nº 130, define a competência da Justiça do Trabalho do Distrito Federal, quando uma ação civil pública buscar reparar dano de abrangência nacional. Agora, o processo será distribuído a uma das varas do DF a quem caberá apreciar o pedido do Ministério Público do Trabalho, que visa, inclusive, impedir o transito de caminhões durante a noite.

24 Horas News


Obesidade acompanha motoristas de MT
Um levantamento recente feito pela Universidade de Brasília (UnB) sobre saúde dos motoristas que trafegam em rodovias apontou que problemas de coluna são os que mais afetam a categoria. Já em Mato Grosso , a Polícia Rodoviária Federal (PRF), durante sete ações da campanha Rota Cidadã – que analisa condições de saúde dos caminhoneiros –, avaliou 684 motoristas e apontou que a obesidade é o problema de saúde que mais afeta esses profissionais. Além da obesidade, conforme dados da PRF, carga excessiva de trabalho foi o segundo problema registrado nas ações em Mato Grosso (61,55%). Em terceiro lugar ficou o consumo de álcool, com 60,38%. Além desses males, a pressão alta (27,19%), problemas visuais (22,81%) e diabetes (10,96%) também foram identificados durante as ações como fatores que mais afetam a qualidade de vida e de trabalho dos caminhoneiros.

Diário de Cuiabá

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