Programa Na Mão Certa

PRF alia Programa a ações de educação e prevenção

Entre as metas do Programa Na Mão Certa está a aproximação da Polícia Rodoviária Federal para a execução conjunta de trabalhos de mobilização e prevenção da exploração sexual de crianças e adolescentes nas rodovias. Para a Polícia, manter a parceria com o Programa significa reforço nas ações preventivas já realizadas e a possibilidade de gerar novas ações educativas entre os motoristas. Durante o 2º Encontro Empresarial Na Mão Certa, a PRF reforçou o apoio ao programa e abriu as portas para novas parcerias.

Atualmente, a PRF é responsável pelo patrulhamento de grande parte da malha viária brasileira. São quase 9,5 mil policiais e 385 postos de fiscalização por todo o país. Entre as grandes colaborações da PRF para a causa está a identificação e o mapeamento dos pontos vulneráveis à exploração sexual de crianças e adolescentes nas rodovias federais, publicado pela OIT e disponibilizado como referência para as empresas signatárias. Para 2009, está sendo planejado um novo mapeamento, que contará com a colaboração do Programa através da participação de um comitê de empresas signatárias para a elaboração de novos critérios de identificação.

Segundo o coordenador de ensino da PRF, Ricardo Betat, o mapeamento surgiu da constatação de que, com as ações repressivas nas rodovias, acabava-se apenas deslocando o problema da exploração sexual para outros pontos onde a polícia não estava atuando no momento. Na tentativa de resolver o problema definitivamente, foram feitos o levantamento dos pontos e o treinamento dos policiais envolvidos nas ações. “Só com o levantamento já conseguimos perceber resultados. Com a parceria com o Programa Na Mão Certa, queremos ampliar essa ação. A intenção é atuar mais próximos das empresas e diminuir os espaços que deixam distante o policial do cidadão”, ressaltou.

Nos últimos anos, de acordo com Betat, a polícia tem investido em ações de educação e prevenção, e incluído a exploração sexual de crianças e adolescentes entre os temas trabalhados. “A intenção da polícia não é apenas repreender. Nós também buscamos trabalhar preventivamente, para evitar que a situação chegue a esse ponto. Quando constatamos que há a exploração e pontos vulneráveis é porque, em algum momento, falhamos no trabalho de prevenção. E é isso que a polícia vem tentando mudar e buscar novas parcerias”, explicou.

O coordenador também ressaltou que muitos dos assuntos de interesse das empresas com relação aos motoristas são comuns aos interesses da PRF. “Vemos que muitas atividades são semelhantes entre as empresas e a Polícia Rodoviária Federal, como a saúde do caminhoneiro e levantamentos sobre a carga horária e a jornada de trabalho. Também temos em comum a sensibilização para que o motorista não faça uso da exploração sexual, incentivando a denúncia”. Betat reforçou, ainda, a necessidade das empresas divulgarem mais os telefones da polícia como uma alternativa de denúncia da exploração sexual de crianças e adolescentes. “O Ligue 100 não é o único meio de denúncia. O próprio 191, que é o telefone da Polícia Rodoviária Federal, também tem esse papel”, afirmou. “É preciso que haja uma mudança de comportamento entre os motoristas, que vai desde a conscientização sobre o problema até o incentivo à denúncia. Essa mudança começa a partir da empresa, e a aproximação entre o setor privado, a Polícia Rodoviária Federal e demais órgãos e instituições, como vemos nesse evento, é fundamental para o enfrentamento da exploração sexual de crianças e adolescentes em nossas rodovias”, concluiu.

 

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