Programa Na Mão Certa

Arco-Íris é a primeira rede de postos a apoiar o Programa Na Mão Certa

“Se cada um fizer a sua parte, conseguiremos acabar com a exploração sexual de crianças e adolescentes nas rodovias”. É com esse pensamento que a rede de postos de combustíveis, restaurantes e lanchonetes Arco-Íris passou a apoiar o Programa Na Mão Certa. Signatária do Pacto Empresarial desde abril de 2007, a rede atende cerca de 1.200 caminhoneiros todos os dias nas quatro unidades da Rodovia Presidente Dutra. Para o sócio-proprietário da rede, Luiz Carlos de Aguiar, o engajamento com a causa reflete também na qualidade de serviços e na segurança oferecida aos motoristas.

Programa Na Mão Certa: Com que objetivo a rede Arco-íris se tornou signatária do Pacto Empresarial?

Luiz Carlos de Aguiar : Conheci o trabalho através de outros signatários, que abordaram o tema em um evento de caminhoneiros e me incentivaram a apoiar o programa. Nós também temos a preocupação de tentar combater esse crime. Responsabilidade social é um termo bonito, todo mundo usa, mas são poucos os que tomam alguma iniciativa para praticá-la. De certa forma, nós sempre tivemos ações similares, e esse trabalho com o programa se mostra muito necessário. Embora eu não tenha essa exploração dentro dos postos, nós sabemos que a exploração sexual de crianças e adolescentes acontece na rodovia que passa em frente. A gente vê as pessoas parando nas estradas, e isso choca bastante.

PNMC: Quais são os riscos que acompanham a exploração sexual de crianças e adolescentes?

LCA: Normalmente, a exploração sexual vem acompanhada de algum outro problema. Esses lugares são como um pára-raios, e acabam atraindo pessoas perigosas. Isso, além de ser ruim para o meu negócio, é prejudicial para meus clientes, que acabam correndo perigo. Por isso nós nunca permitimos esse tipo de ação em nossos estabelecimentos. Em 15 anos que temos a rede, nunca permitimos a exploração sexual em nossos postos. As pessoas que freqüentam nossos estabelecimentos querem ir com a família, com amigos, e temos que oferecer um ambiente bom para elas. Onde há esse tipo de exploração, o cliente não volta. Em Lorena (SP), por exemplo, quando começamos com o posto, já havia esse problema. Assim que identificamos, contratamos alguns seguranças, e a primeira ordem de serviço foi a de nunca mais deixar acontecer ali dentro. Tivemos que tirar na marra. A maioria dos motoristas aprovou a ação. Eles gostaram porque passaram a se sentir mais seguros para tomar um banho, fazer uma refeição, descansar. Alguns, infelizmente, desaprovaram, porque eram clientes. Mas o que eu quero ouvir dos motoristas que freqüentam os postos é que são lugares seguros, lugares para ir com a família.

PNMC: Você acha importante que outros postos também apóiem essa iniciativa?

LCA: Se não tiver a participação de mais postos, fica difícil o enfrentamento da exploração sexual de crianças e adolescentes nas rodovias. É nos postos que tudo acontece. Nós conversamos com os caminhoneiros, sabemos a necessidade de cada um, conhecemos a ausência familiar de todos. É importante que mais postos participem para que o combate tenha mais resultado. Eu fiquei surpreso ao saber que somos a única rede de postos do Brasil a apoiar o Programa Na Mão Certa . Há redes maiores que poderiam participar, mesmo que não tenham o problema, mas para incentivar os que têm. É uma ação difícil, que requer a troca de experiência e uma ação conjunta, porque, se proíbe em um posto, os exploradores acabam levando essas crianças para outro. Se todos apoiarem, vai chegar uma hora que não vai mais ter para onde eles irem. E o trabalho tem que ser feito em cada posto separadamente. Cada um tem que fazer a sua parte para se ter bons resultados.

 

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