Nos dias 31 de março e 1º de abril, a Secretaria de Estado da Inclusão, Assistência e do Desenvolvimento Social (Seides), realizou um Workshop sobre o serviço de enfrentamento a violência contra a criança e o adolescente. O curso faz parte da iniciativa da Secretaria em priorizar a implantação do Sistema Único da Assistência Social (Suas). A iniciativa conta com as parcerias do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente e do Núcleo da Infância e da Adolescência (Naia) do Ministério Público de Sergipe.
O
encontro teve como público alvo as equipes dos Centros de Referência
Especializados da Assistência Social de Sergipe (CREAS), Delegacias
e Promotorias, Juizado da Infância, Conselhos Tutelares Municipais
e Conselhos de Direitos dos municípios e técnicos de diversas
secretarias envolvidas com a questão. O objetivo é, por
meio de debate, avaliar e fortalecer a Rede de Defesa e Proteção
dos Direitos da Criança e do Adolescente vítima de violência
sexual, bem como, pactuar o fluxo de atendimento.
A jornalista Joyce Peixoto, responsável pelo projeto Infância em
Foco, executado pelo Instituto Recriando, fez uma explanação sobre
a visão do sistema de garantia de direitos das crianças e dos adolescentes
no âmbito jornalístico.
O evento também foi palco do I Encontro da Rede de Atendimento do Programa
Sentinela. O programa é composto por um conjunto de ações
de assistência social de natureza especializada. É destinado ao
atendimento de crianças e adolescentes vitimadas de violências,
com ênfase no abuso e exploração sexual. A ação
busca condições que possibilitem o resgate e a garantia dos direitos
e o acesso aos serviços de Assistência Social, Saúde, Educação
e Justiça.
Os principais objetivos do programa são prestar atendimento social especializado às
crianças e adolescentes, bem como aos seus familiares vítimas de
violências; criar condições para a garantia dos direitos
fundamentais e para o acesso aos serviços públicos existentes no
município às crianças e adolescentes atendidas pelo Sentinela.
O programa visa também desenvolver ações sociais para o
fortalecimento da auto-estima e o restabelecimento do direito à convivência
familiar e comunitária da população infanto-juvenil e proporcionar
a inclusão da clientela atendida e seus familiares em serviços
prestados por instituições sociais presentes no município
beneficiado.
As ações desenvolvidas incluem o encaminhamento à rede de
atendimento e defesa dos direitos da criança e do adolescente; a prestação
de serviços de abordagem educativa às crianças e aos adolescentes
explorados sexualmente nas ruas ou pelas redes organizadas; apoio psicossocial
a grupos de famílias até o atendimento psicossocial às crianças
e adolescentes vitimadas pela violência sexual, além do recebimento
de casos encaminhados pelo Conselho Tutelar do município para análise
da situação.
Com informações do Instituto Recriando