Depois do tráfico de drogas e de armas, a fonte mais rentável do crime organizado é a exploração sexual de crianças, adolescentes e mulheres. Para enfrentar essa prática, a Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH), em parceria com a Universidade Federal do Maranhão (UFMA), promoverá, em abril, maio e junho, uma série de reuniões em todo o Estado. Ao longo dos três meses, serão identificados e mapeados os principais pontos de exploração sexual e discutidas ações para o enfrentamento do problema.
As
atividades fazem parte do PAIR - Programa de Ações Integradas
e Referenciais de enfrentamento à violência sexual infanto-juvenil
no país. Através dele, agentes identificam e mapeiam todos
os centros de exploração em pequenas regiões, que,
ao longo dos meses de trabalho, passam a fazer parte de um plano operativo
estadual. “Descobrimos onde fica cada casa de prostituição
desses municípios. Usamos GPS e computadores para fotografarmos
cada uma dessas casas clandestinas”, completa Rosângela Guimarães
Rosa, coordenadora do PAIR no Maranhão.
Durante a primeira etapa, serão mapeadas as regiões de Caxias, Timon, Imperatriz e Açailândia. No dia 25 de junho, os resultados serão apresentados e discutidos em um seminário estadual, realizado na capital maranhense. A partir das conclusões do seminário, o plano de ações para todo o Estado será traçado. Entre os demais parceiros que apóiam a iniciativa estão as Polícias Rodoviária Federal e Militar, a igreja católica, Guardas Municipais e Secretarias de Assistência Social.