Fevereiro marcou o início do levantamento de dados para a construção do Banco Nacional de Boas Práticas. Desenvolvido pela Agência de Cooperação Social Farol e pela Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH) da Presidência da República, a pesquisa tem como objetivo a criação e a divulgação de um banco de dados de boas práticas desenvolvidas na área de enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes em todos os Estados brasileiros e no Distrito Federal.
Em
linhas gerais, a pesquisa envolve a identificação e o
detalhamento dos projetos desenvolvidos por diferentes entidades privadas
e pelo poder público dentro do território nacional. Esse
detalhamento inclui a descrição dos objetivos gerais e
específicos de cada projeto, os resultados esperados e atingidos,
a equipe técnica envolvida e a metodologia aplicada. Também
estão sendo identificadas as áreas de atuação
e as parcerias feitas tanto para elaboração quanto para
a execução dos projetos.
Segundo Lúcia Fonseca de Toledo, Presidente da Agência de Cooperação Social Farol, o banco de dados será georeferenciado, possibilitando o cruzamento dos dados obtidos em diferentes regiões do país. "O Banco vai mostrar quais as boas práticas desenvolvidas no Brasil, a aplicação de medidas sócio-educativa e a convivência familiar e comunitária. Este trabalho vai possibilitar que estas práticas sejam conhecidas, que as diferentes entidades troquem informações entre si e que sejam criadas políticas públicas", completa.
Após concluído, o Banco Nacional de Boas Práticas será disponibilizado à SEDH, que pretende utilizá-lo no planejamento de suas ações, inclusive no que diz respeito a financiamento de projetos. A primeira fase do estudo envolve a captação de informações sobre os projetos desenvolvidos em todo o território brasileiro, que, em uma segunda fase, serão analisadas e irão compor o banco nacional. Entidades interessadas em participar devem entrar em contato com a Agência Farol pelo e-mail farol.boaspraticas@gmail.com.