Programa Na Mão Certa

No Paraná, empresas se mobilizam contra a exploração sexual de crianças e adolescentes nas estradas

Levantamento feito pela Polícia Rodoviária Federal e pela Organização Internacional do Trabalho mostrou que o Paraná figura em sétimo lugar no ranking dos Estados com locais de exploração sexual infantil nas rodovias. Dos 1.819 pontos vulneráveis à exploração sexual de crianças e adolescentes, 86 ficam no Estado. Preocupado com essa situação, o Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas do Paraná (Setcepar) iniciou uma mobilização junto aos seus associados, conclamando-os para assinarem o Pacto Empresarial Contra a Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes nas Rodovias Brasileiras.

Em entrevista ao boletim do Programa Na Mão Certa, Fernando Klein Nunes, presidente do Setcepar, fala sobre a importância da mobilização no Estado.

Na Mão Certa: Quais os motivos que levaram o Setcepar a participar do programa e a mobilizar seus associados contra a exploração sexual infantil?

Fernando Klein Nunes: O Setcepar representa 3.412 empresas de transporte de cargas em 265 cidades do Estado. Apenas as 250 empresas associadas incluem aproximadamente 10 mil motoristas. Nossa participação é fundamental para a mobilização do setor de transportes rodoviários de carga do Paraná, que utiliza a malha rodoviária no Brasil todos os dias do ano, além de possibilitar ampla divulgação em torno da causa do programa Na Mão Certa, que nos sensibilizou.

NMC: Qual a importância da conscientização dos motoristas?

FKN: A exploração sexual de crianças é, além de desumana, um crime. Temos que trabalhar e enfrentar o problema através, principalmente, da conscientização dos profissionais do volante do seu dever social de preservar a vida digna das crianças, do direito de brincar e estudar. Este profissional pode ajudar a identificar os agenciadores e se tornar um multiplicador do projeto.

NMC: Quais os resultados esperados com a mobilização?

FKN: O Setcepar formalizou convênio com o WCF-Brasil no final de 2007 e agora está trabalhando na divulgação com seus associados.. Já conseguimos conscientizar muitas empresas a aderirem ao programa. Estamos trabalhando para que todas as nossas empresas associadas se tornem parceiras e passem a adotar o programa com seus profissionais. Espero que consigamos bons resultados em médio prazo, mas para isso é necessário, além deste trabalho preventivo, a repressão efetiva por parte das autoridades policiais em todo o Brasil.

 

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