Programa Na Mão Certa

Com foco em inovação, Comitê de Gestão Participativa reúne empresas em São Paulo


Eva Dengler, Gerente de Relações Empresariais da Childhood Brasil.

Representantes de 40 empresas, integrantes do Comitê de Gestão Participativa (CGP) do Programa Na Mão Certa, reuniram-se no final de junho em São Paulo. Foi o primeiro de dois encontros a serem realizados em 2015, com o objetivo de debater os rumos do Programa diante de uma série de novidades que estão sendo encaminhadas, dentre elas a criação de soluções e ferramentas para o avanço da causa junto às empresas e seus stakeholders.

Focadas na inovação, as novas soluções e ferramentas serão direcionadas ao público interno, à comunidade e à cadeia de fornecedores. O objetivo é buscar caminhos mais efetivos para a proteção dos direitos de crianças e adolescentes.

Participe dos grupos de trabalho

O primeiro passo está sendo dado com a organização de grupos de trabalho (GTs) para desenvolver soluções e ferramentas que alcancem o conjunto dos stakeholders.

Todas as empresas serão convidadas a participar do processo de inovação. Para integrar um GT, é imprescindível que se possua uma “boa prática” relacionada ao público do grupo no qual a empresa tem interesse em participar (interno, comunidade ou fornecedores).

Não é necessário que essa boa prática esteja relacionada ao enfrentamento da exploração sexual de crianças e adolescentes. A proposta é compartilhar experiências de gestão entre os participantes do Programa, de modo a construir soluções e ferramentas que facilitem e fortaleçam a inclusão da causa no processo de gestão estratégica. Por conta disso, as boas práticas já em andamento podem trazer experiências e caminhos que contribuam para o propósito dos GTs.

As empresas também serão convidadas a participar dos “Projetos Piloto” relacionados aos stakeholders alvos do trabalho de construção dos GTs: público interno, comunidade e cadeia de fornecedores. Os projetos piloto utilizarão a metodologia desenvolvida com foco na prevenção e enfrentamento da violência sexual contra crianças e adolescentes.

Em outubro desse ano haverá um encontro preliminar com as empresas interessadas em participar dos projetos piloto. Em breve, as empresas receberão o formulário de inscrição, na qual formalizarão o interesse em participar dos grupos de trabalho e também dos projetos piloto.

Também em breve será enviado o relatório detalhado do encontro do CGP, em PDF, com informações sobre o planejamento estratégico e os demais pontos discutidos.

Essa edição da reunião do CGP foi conduzida pela Gerente de Relações Empresariais da Childhood Brasil, Eva Dengler, que durante muitos anos foi consultora do Programa Na Mão Certa e agora assume a nova função, com o objetivo de otimizar o relacionamento com o setor privado, em todos os programas da Childhood Brasil.

Este é o quinto ano consecutivo em que o Comitê de Gestão Participativa (CGP) se reúne para traçar os rumos do Programa, a partir das expectativas das empresas e das demandas apresentadas pela Childhood Brasil, visando fortalecer a união de esforços para acabar com a exploração sexual de crianças e adolescentes nas estradas.

Programa Na Mão Certa

A diretriz da Childhood Brasil para o Programa Na Mão Certa é “promover o crescente e efetivo engajamento do setor privado na formação de agentes de proteção da exploração sexual de crianças e adolescentes nas rodovias brasileiras”. Neste contexto, o papel do Programa será o de incrementar a formação de agentes de proteção.

O Programa buscará, portanto, a ampliação do número de agentes de proteção, em diversos setores empresariais.

Na reunião, foi apresentada a reavaliação pela qual passou o Programa Na Mão Certa. “Fizemos uma análise crítica do que não estava bom e identificamos três questões. Uma delas é o sistema de monitoramento para conseguir medir a efetividade das nossas ações”, explicou Eva. “Também percebemos a necessidade de segmentação, de criar soluções específicas para os setores. E por fim, o mais preocupante: a causa não está incorporada nos valores e nos processos de gestão das empresas. Ou seja, a causa precisa ser tratada como uma campanha dentro da empresa”, ressaltou Eva.

A reunião do CGP serviu para aprofundar as discussões sobre as metas para esse ano, debateu a nova Lei do Caminhoneiro e tratou de questões ligadas ao Reconhecimento Anual. Também foi detalhada a parceria com a Fundação Getúlio Vargas, que atua com a Childhood Brasil em algumas frentes.

 

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