Programa Na Mão Certa

O papel da mulher no enfrentamento da exploração sexual de crianças e adolescentes nas estradas

No Brasil, ainda é muito forte a percepção de que transporte rodoviário de cargas é coisa de homem. Isso não é mais verdade. Atualmente, a participação das mulheres no setor de transportes tornou-se, em algumas empresas, tão significativa quanto a participação dos homens.

Isso reflete uma tendência em todo o mercado de trabalho brasileiro. Dados do Ministério do Trabalho dizem o seguinte:

Desde 2011, metade de todos os novos postos de trabalho criados no país foram ocupados por mulheres.

Isso é inédito. Representa um importante avanço na luta da mulher pela igualdade de condições no mercado de trabalho.

O avanço das mulheres é visível até mesmo no setor de transportes. É claro, os homens ainda são maioria absoluta atrás do volante. Pesquisa do Detran do Rio Grande do Sul mostra que somente 4% dos motoristas profissionais são do sexo feminino.

Contudo, as diferenças terminam por ai. Afinal, transporte de carga não é apenas um caminhão e um motoristas.

Existe uma gigantesca estrutura por trás de um caminhão. Administração, logística, frete, manutenção, recursos humanos, financeiro, treinamento, enfim, todas essas áreas são tão importantes quanto o transporte propriamente dito.

É ai que entram as mulheres. Não são poucas as empresas que tem mais mulheres do que homens nos setores administrativos. Basta você olhar ao redor. Veja que a diferença entre homens e mulheres, no setor de transportes, não é assim tão desproporcional.

Por conta disso, é importante valorizar o papel da mulher no enfrentamento da exploração sexual de crianças e adolescentes nas estradas.

Mulheres Na Mão Certa

A mulher tem uma sensibilidade diferenciada para temas ligados à infância e à família. Ela tem um papel fundamental na estruturação da família. É da sua natureza o instinto protetor.

Essa sensibilidade feminina é crucial para unir esforços em torno da causa. Em muitas empresas, o Programa Na Mão Certa é tocado por grupos de mulheres. Elas preparam os materiais didáticos, organizam encontros e tocam as reuniões com os motoristas.

O enfrentamento da exploração sexual de crianças e adolescentes nas estradas está deixando de ser um tabu. A percepção do caminhoneiro mudou muito nos últimos anos. Muitos deles estão ao nosso lado, como agentes de proteção de direitos. As mulheres ajudaram muito nesse processo de sensibilização, ajudaram a “quebrar” a dureza masculina do transporte de carga. Colocaram sua sensibilidade à favor da causa. Diariamente, ajudam o caminhoneiro a olhar a infância e a adolescência com olhos de protetor, de quem pode de fato ajudar.

Melhor para todos. A união de esforços não tem cor, não tem sexo, não tem idade. Juntos, vamos acabar com a exploração sexual de crianças e adolescentes nas estradas.

 

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