Programa Na Mão Certa

Projeto Copa é apresentado às empresas

O que o enfrentamento à exploração sexual de crianças e adolescentes tem a ver com a Copa do Mundo? Foi a partir dessa questão que a Childhood Brasil apresentou às empresas o Projeto Copa, tendo em vista os grandes eventos realizados no país. Itamar Batista, gerente de Programas da Childhood Brasil e Tatiana Akabane, coordenadora do projeto, chamaram a atenção dos presentes para os riscos que esses eventos geram para crianças e adolescentes.

Para contextualizar esses riscos, foram apresentados os resultados da pesquisa Exploração Infantil e a Copa do Mundo: estudo dos riscos e das intervenções de proteção, realizada pela professora Celia Brackenridge, da Universidade Brunel, da Inglaterra.

De acordo com a pesquisa, alguns desses riscos dizem respeito ao trabalho infantil, deslocamento forçado em função de obras de infraestrutura, exploração sexual e tráfico humano. Por isso, o momento de se preparar para que os direitos de crianças e adolescentes não sejam violados é agora. As ações devem passar pelo estabelecimento de coalizões de parceiros para assegurar que a proteção à infância seja prioridade e que o Enfrentamento da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes ganhe visibilidade.

Itamar ressaltou uma das recomendações feitas pela pesquisa: o estabelecimento de uma Agenda de Convergência com o objetivo de propor, executar e monitorar ações de prevenção às violações de direitos de crianças e de adolescentes durante os grandes eventos esportivos. “Pela primeira vez está sendo criado um espaço intersetorial, composto pelo governo, a sociedade civil e os organismos internacionais, para a construção de um plano comum de ações pela proteção à infância frente a um grande evento”, disse Itamar, ressaltando também que a agenda possui um potencial de transformação e otimização de recursos.

O papel das empresas

Por meio do Projeto Copa, a Childhood Brasil vai provocar a participação e o engajamento das empresas para influenciar ações de proteção à infância e aumentar a visibilidade da causa. “A Copa do Mundo é uma oportunidade para dar luz à questão do enfrentamento da exploração sexual e também para provocar e mobilizar a sociedade. A gente vê o setor privado como grande indutor dessas ações. O desafio é como envolver mais empresas nesse plano estratégico”, disse Tatiana.

Com a proposta de contribuir para que a Copa do Mundo de 2014 deixe um legado positivo para uma infância livre da exploração sexual, foi lançado o desafio para que as empresas também se engajem nesse momento.

 

 

Confira aqui a apresentação completa:

 

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