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CEDECA da Bahia lança campanha de enfrentamento à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes

A Campanha Tráfico e exploração sexual e comercial de crianças e adolescentes nas estradas é crime será lançada oficialmente no dia 14 de junho pelo Centro de Defesa da Criança e do Adolescente Yves de Roussan — CEDECA/BA, com o apoio da Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas do Estado da Bahia – SETCEB. Seu objetivo é conscientizar motoristas que trafegam pelas estradas baianas em torno da gravidade do problema e explicar a eles como podem contribuir para seu enfrentamento — para isso, propõe o uso do Disque 100 para denunciar infratores. Graças a uma iniciativa do Sindicombustíveis, que representa o comércio varejista de revendedores de derivados petróleo no estado, a CEDECA/BA promoverá reuniões de treinamento com frentistas, visando apresentá-los à campanha e sensibilizá-los quanto ao tema.  A campanha é composta por peças para TV, rádio, outdoor, mídias digitais e folhetos para distribuição em hotéis, motéis e bares de beira de estrada, bem como nos pedágios da concessionária de rodovias ViaBahia.

Violência sexual é o 2º maior tipo de violência sofrida por crianças no País

A violência sexual é o segundo tipo de agressão mais comum em crianças de até 9 anos, de acordo com pesquisa divulgada no dia 22 de maio pelo Ministério da Saúde. O levantamento indica que esse tipo de violência fica atrás apenas das notificações de negligência e abandono. Em 2011, foram registrados 14.625 casos de violência doméstica, sexual, física e outras agressões contra menores de 10 anos – 35% do total, enquanto a negligência e o abandono responderam por 36% dos registros. A pesquisa ainda ressalta que a maior parte das agressões ocorreu na residência da criança (64,5%). Em relação ao meio utilizado para agressão, a força corporal/espancamento foi o mais apontado (22,2%), atingindo mais meninos (23%) do que meninas (21,6%). Em 45,6% dos casos, o provável autor da violência era do sexo masculino. A maior parte dos agressores é alguém do convívio muito próximo da criança e do adolescente: o pai, algum parente ou ainda amigos e vizinhos.
Fonte: Agência Brasil – 22/05

Denúncias aumentam 144,2% no DF

Crianças e adolescentes vítimas de violência sexual estão denunciando cada vez mais os autores dos abusos. Dados da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República (Sedh) revelam que o Distrito Federal contabilizou 405 registros no primeiro quadrimestre de 2011, contra 989 no mesmo período deste ano. Um aumento de 144,2% que coloca a capital federal no segundo lugar do ranking nacional de denúncias, perdendo apenas para o Amapá. Nos últimos seis meses, a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) prendeu 26 pessoas e mais de 150 ocorrências foram registradas de lá para cá.
Fonte: Correio Braziliense – 19/05

Em prol de boa causa

O hotel Go Inn Manaus promoveu em prol da Childhood Brasil uma feijoada solidária no dia 26 de maio. Todo o dinheiro arrecadado com a venda de ingressos será revertido para projetos das organizações apoiadas pela Childhood Brasil na região norte e a rede Atlantica Hotels — ADEIS (Associação para o Desenvolvimento Integrado e Sustentável) e o Instituto Vida e Saúde. A feijoada solidária faz parte de uma série de ações da Go Inn em prol da campanha permanente para erradicar o turismo sexual e a exploração sexual de crianças e de adolescentes, desenvolvida por todos os hotéis da rede Atlantica Hotels International.
Fonte: A Crítica – 26/05

Apoio a crianças com direitos violados tem execução zero em 2012

Nenhum centavo dos R$ 4,9 milhões previstos para a ação de “Apoio a serviços de atendimento e proteção jurídico-social de crianças e adolescentes com direitos violados, ameaçados ou restritos” foi desembolsado em 2012 pela Secretaria de Direitos Humanos. A ação, que integra o novo programa do Plano-Plurianual 2012-2015, denominado Promoção dos Direitos de Crianças e Adolescentes e que deve desembolsar R$ 1,7 bilhão até 2015, prevê a implantação de núcleos de atendimento integrado e inicial a crianças e adolescentes vítimas de violência e, de modo particular, para o fortalecimento técnico e financeiro a projetos que visem o enfrentamento ao abuso e exploração sexual, através de ações integradas e referenciais, programas preventivos e de sensibilização, incluindo a promoção da responsabilidade social das empresas e trabalhadores, especialmente na cadeia produtiva do turismo.
Fonte: Contas Abertas — 31/05

 

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