Programa Na Mão Certa

Crianças e adolescentes estão mais expostos aos crimes da internet com a popularização da internet em celulares

Alertar a população sobre a importância de uma internet segura — principalmente para crianças e adolescentes — é uma ação tão importante que tem até uma data específica: o Dia Mundial da Internet Segura, celebrado em 7 de fevereiro. Aqui no Brasil, as comemorações são organizadas pela SaferNet, uma associação sem fins lucrativos que luta contra crimes e violação dos direitos humanos na internet. Dados da Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos mostram que 60% das mais de 4.800 ocorrências de janeiro deste ano dizem respeito à pornografia infantil.

Entre as ações que marcaram a data, houve um debate com as participações de Jairo Bauer, médico e apresentador da TV Cultura; Janice Ascari, Procuradora Regional do Ministério Público Federal em São Paulo; e Samantha Shiraishi, jornalista e educadora especializada em mídias digitais. Rodrigo Nejm, mediador do debate e diretor de prevenção da SaferNet Brasil, destacou a relevância da ação devido à popularização do acesso à internet via celular — o que faz com que o ambiente virtual permeie ainda mais o cotidiano de crianças e adolescentes. “Para as novas gerações, não existe o online e offline, porque eles se comunicam o tempo todo por celulares e outros aparelhos”, explica. O desafio, diz ele, é aplicar ao modo virtual de viver as mesmas condutas da vida em sociedade. “A intenção é fortalecer a internet enquanto espaço público e mostrar que é um lugar onde a cidadania também deve ser exercida. E isso demanda esforço coletivo e contínuo.” Segundo ele, não é porque um adulto não domina tão bem o computador quanto os mais jovens que ele é inapto para a tarefa de educar e restringir o acesso a sites inapropriados da web. “Os pais têm muito a oferecer com sua experiência de vida”, reforça. Janice é da mesma opinião: “Não é querer ter controle exagerado da vida do filho. Mas como primeiros educadores, os pais devem dar os exemplos que eles vão ter para o resto da vida, devem auxiliá-los quanto à melhor maneira de se comportar”.

O debate inovou ao chamar à mesa os filhos dos debatedores. Além de trazer o olhar e a atitude das gerações mais novas em relação à internet, deu ao público uma amostra dos benefícios práticos da supervisão dos adultos. O estudante Bruno Agostinho Barreto Ascari, de 18 anos, acessa a internet desde os sete anos de idade com o monitoramento dos pais e aprova esse tipo de controle: “Foi muito bom para a construção do meu caráter, porque eu consigo me relacionar com as pessoas, sem esquecer os limites que tenho que ter conhecendo-as pela web”.

Durante o evento, do qual a Childhood Brasil foi parceira, os convidados também ganharam jogos que estimulam a assimilação de dicas e conceitos de segurança, vídeos, cartilhas, HQs, livros, além de materiais didáticos especialmente produzidos para educadores utilizarem em sala de aula. Alguns deles estão disponíveis no site www.diadainternetsegura.com.br.

 

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