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Quase 80% de crianças e adolescentes tiveram experiências negativas na web

Um recente estudo da Norton, empresa fabricante de softwares de segurança, mostra que 79% das crianças e jovens de 8 a 17 anos no Brasil já passaram por experiências negativas na web, como baixar programas com vírus (45%) e sofrer assédio em plataformas sociais (42%). A média brasileira é superior à global, de 62%. A pesquisa foi feita em 24 países e contou com a participação de mais de 4,5 mil crianças e adolescentes.

Anna Flora Werneck, coordenadora de projetos da Childhood Brasil, explica o perigo da rede. “Pela falta de consciência da dimensão pública da internet, muitos pais deixam os filhos navegando sem nenhuma instrução. Por circularem na rede todos os tipos de pessoas, é difícil saber com quem se está falando e as crianças podem estar expostas a algum tipo de assédio e roubo de dados”. Dos pais consultados pela pesquisa da Norton, aqueles que garantem controlar os sites que podem ser acessados por seus filhos são uma minoria: 44%.

Sem a acuidade de discernimento que uma pessoa adulta, por sua experiência, possa incutir nos filhos, é comum que no Brasil crianças passem por episódios considerados “graves” — incidência de 61% de acordo com o relatório, ante 39% no resto do mundo. Nesta categoria estão episódios como "um adulto tentou me convencer a fazer algo on-line que considerei errado"; "recebi imagens de nudez ou conteúdo erótico/pornográfico em meu telefone celular"; "fiz o download de um vírus em meu próprio computador ou no da minha família" e "alguém invadiu o perfil da minha rede social e se fez passar por mim".

Anna Flora ressalta a importância da família discutir critérios e limites para o uso da internet, para que as crianças aprendam a navegar pela internet com responsabilidade, sem se sentirem tolhidas — e sem que a vigilância constante se torne um desafio irreal, obcecando pais e estimulando a desconfiança no núcleo familiar. “Não há como proibir ou controlar todos os lugares em que o filho tem acesso na web”, enfatiza. “A maneira mais eficaz é o diálogo, conversar sobre a questão pública da rede e para ter cuidado com imagens e dados.”

Os perigos a que as crianças e jovens devem ficar atentos no uso da internet são os mesmos que se tem no mundo real. “Não falar com estranhos, dar o número do telefone ou postar uma foto em um mural, não divulgar informações. É bom também conhecer a rede para saber por onde ele navega e o que está ocorrendo”, aponta Anna Flora. 

Também existem no mercado recursos tecnológicos que asseguram maior segurança à navegação dos filhos. Pais podem baixar programas com vários níveis de configuração, como o Net Nanny, o mais famoso deles, que promete um monitoramento em tempo real das redes sociais e filtro de bate-papo; ou o BRMonitor, que permite ao dono da máquina saber o que o usuário fez por meio de históricos detalhados; já o KIDZui é uma opção para agradar a garotada, pois possui uma base de dados com milhões de sites aprovados pela equipe editorial do software, que se propõe a ser totalmente educativo e intuitiva.

 

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