Programa Na Mão Certa

As transportadoras precisam fazer a sua parte

Entrevista

A Cadbury-Adams tem suas práticas de responsabilidade social estruturadas em cinco pilares fundamentais: 1 - direitos humanos e ética nas relações de trabalho; 2 - relações comerciais éticas; 3 - relações com consumidores e questões relativas a marketing e alimentação; 4 - saúde, segurança e meio ambiente; 5 - comunidade.

O Programa Na Mão Certa foi apresentado a um grupo formado por oito principais transportadoras que prestam serviços à empresa. Nesta entrevista, o diretor de Logística e Operações com Clientes, Joaquim Raposo, fala da importância da mobilização em torno do Pacto Empresarial Contra a Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes nas Rodovias Brasileiras.

Na Mão Certa - Por que a Cadbury-Adams aderiu ao pacto empresarial?

Joaquim Raposo – Cerca de 70% de tudo o que é produzido no Brasil é transportado pelas rodovias. Somos, como a grande maioria das empresas, usuários do setor de transportes. Diante disso, passamos a refletir sobre como a nossa cadeia de valor poderia estar exposta ou até mesmo ser afetada pela exploração sexual de crianças e adolescentes. Um caminhoneiro que transporta nossos produtos, por exemplo, pode estar envolvido com o problema. Decidimos, após o convite do Programa Na Mão Certa, assinar o pacto e sensibilizar nossas transportadoras para que também contribuam no enfrentamento dessa terrível questão social.

Na Mão Certa – O envolvimento do setor de transportes é fundamental para o pacto funcionar?

Joaquim Raposo – Certamente que sim, contudo, outros atores precisam participar. Os postos de abastecimento de combustível, por exemplo, fazem parte de um setor importante no enfrentamento do problema. É necessário um esforço coletivo, que envolva toda a sociedade.

Na Mão Certa – As transportadoras que prestam serviços para a Cadbury-Adams demonstraram interesse em enfrentar o problema?

Joaquim Raposo – Sim, porém precisamos seguir o caminho da sensibilização e da educação. Usando o mote do programa, posso afirmar com certeza: estamos na mão certa. As transportadoras foram informadas de que estamos preocupados com a questão e que seria muito bom se elas também se preocupassem, pois este é um projeto que precisa da mobilização de todos para que tenha efeito.

Na Mão Certa – E depois?

Joaquim Raposo – As empresas precisam fazer a sua parte. Precisam ser socialmente responsáveis. Nossa empresa adota práticas de responsabilidade social em todos os países onde atua. O enfrentamento da exploração sexual de crianças e adolescentes nas estradas é mais um ponto com o qual estamos preocupados. No futuro, nossa tendência será atuar somente com transportadoras que compartilhem essas boas práticas. Estamos no começo, muita coisa ainda precisa ser feita.

Na Mão Certa – É importante, então, envolver toda a cadeia de valor?

Joaquim Raposo – Certamente. Um de nossos pilares é o das relações comerciais éticas. Esse pilar estabelece padrões éticos para relações com fornecedores, assim como norteia qual é a prática social que os parceiros de negócio devem adotar. Isso inclui respeito aos direitos humanos, aos funcionários, e compromisso com as comunidades em que as empresas estão inseridas.

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