Graças à iniciativa de um ex-morador de rua e de uma vendedora de flores, cerca de 50 crianças e adolescentes que trabalham e vivem na rodoviária do Plano Piloto, em Brasília, terão esperança de acesso a melhores condições de vida. O Projeto GirAção irá capacitá-los para a inclusão social e geração de renda.
Lançado
no dia 3 de setembro pela Petrobras, o Cecria (Centro de Referência,
Estudos e Ações sobre Crianças e Adolescentes) e o
Movimento de Meninos e Meninas do Distrito Federal, o projeto vai organizar
as crianças em dois grupos – o dos meninos e meninas que vivem nas
ruas e o dos meninos engraxates.
Auto-estima
Entre as ações previstas está uma série de oficinas lúdicas, pedagógicas, de arte, esporte e cultura. A idéia é contribuir na formação e no fortalecimento da auto-estima, para facilitar a construção de um projeto de vida. Apesar de não atuar diretamente no enfrentamento da exploração sexual, o projeto tem fortes contornos preventivos, ao dar suporte à crianças e adolescentes que vivem em situação de risco.
Todos os casos de jovens que vivem no entorno da rodoviária exigirão ações de prevenção e proteção – inclusão das famílias em programas sociais como Bolsa Família, Bolsa Escola, PETI (Programa de Erradicação do Trabalho Infantil), matrículas na rede pública de ensino ou em creches, busca de soluções para moradia e trabalho.
"A realidade do Brasil e de Brasília continua a exigir um grande esforço de todos para que meninos e meninas, moradores e/ou trabalhadores de rua sejam beneficiados pelos direitos assegurados no ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente)", assinala o assessor de comunicação do Comitê Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, Fabrício Cândido. "É com essa responsabilidade e compromisso que surge o Projeto GirAção".