Desde 2003, quando passou a ser coordenado pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos, até 31 de maio de 2007, o Disque Denúncia Nacional de Abuso e Exploração Sexual Contra Crianças e Adolescentes já realizou um milhão de atendimentos. Nesse período foram registradas 34.132 denúncias de todo o país. Quase dois terços das vítimas (61,5%) são do sexo feminino.
Das
26.444 denúncias categorizadas, 33,4% são sobre violência
(física e psicológica); 32% se referem a negligência;
19,5% a abuso sexual; 14,1% a exploração sexual comercial,
0,7% a pornografia e 0,4% a tráfico de pessoas. Elas são
encaminhadas a conselhos tutelares, Ministério Público,
delegacias de proteção à criança e ao adolescente,
Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal, entre
outros órgãos.
Também foram registrados os tipos de violência nas categorias. Na exploração sexual comercial, por exemplo, houve 4.359 denúncias de exploração com intermediários, 1.078 sem intermediários, 467 de prostituição, 70 de escravidão e 37 de turismo sexual. Na categoria violência, foram 10.738 casos de violência física, 8.155 de lesão corporal, 5.916 de violência psicológica e 105 de morte. Em uma denúncia pode ter sido registrado mais de um tipo de violência sofrida por uma ou mais vítimas.
Se considerada a densidade populacional, o Distrito Federal ocupa o primeiro lugar no ranking de denúncias. Entre 2003 e maio de 2007 foram 38,8 para cada 100 mil habitantes. Em seguida vêm Maranhão (36,8), Amazonas (29,3), Rio Grande do Sul (25,7) e Pará (25). São Paulo ocupa o último lugar no ranking, mas em dados absolutos é a Unidade da Federação que apresenta o maior número de denúncias ao serviço.
As atividades do Dia 18 de Maio – Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes em todo Brasil – fizeram o recebimento de denúncias aumentar em 82% na segunda quinzena do mês, em comparação com a primeira quinzena.
Um dos maiores problemas do Disque Denúncia é o elevado número de trotes – quatro em cada dez ligações. Uma nova expansão na estrutura do serviço está sendo providenciada para melhor atender o usuário, informa a coordenadora do Programa Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, Cristina Albuquerque.
Com informações da Agência Brasil